segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Na UFRGS, todas as vozes contra a discriminação na Uniban


Logo após o debate entre as chapas hoje pela manhã, em frente à Faculdade de Educação da UFRGS, integrantes da chapa 1 - Todas as vozes, UFRGS pública e popular, dirigiram-se à reitoria da universidade para protestar contra o machismo e o preconceito no caso Uniban, no qual a estudante Geisy Arruda foi perseguida e ofendida por estudantes por estar usando trajes curtos. No último domingo, Geisy ficou sabendo através de anúncios pagos pela Uniban em jornais de que havia sido expulsa da faculdade. O MEC pediu explicações sobre o caso à administração da faculdade, e a Polícia Civil abriu inquérito para investigar as ofensas.

Trata-se de mais um exemplo de discriminação e preconceito em um espaço que deveria ser a ponta de lança no combate contra qualquer tipo de opressão: a universidade.

A UFRGS não é a UNIBAN! Na próxima sexta-feira, a chapa 1 - Todas as vozes, UFRGS pública e popular chama todos que se indiguinam com a opressão a sairem de sai pela universidade!   

Uma das demandas da chapa é a instalação de uma ouvidoria, com funcionamento colegiado, para tratar de denúncias de discriminação na Universidade.

Foto:Ronaldo Bernardi/ZH

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Yeda nomeia desembargador após lobby, diz PF


Conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal indicam que políticos investigados por suspeita de integrar um esquema de corrupção no Rio Grande do Sul fizeram lobby para que a governadora Yeda Crusius (PSDB) nomeasse um desembargador para o TJ-RS (Tribunal de Justiça).
A nomeação acabou ocorrendo, mas o governo gaúcho diz que não houve irregularidade e nega influência do lobby.
Em telefonema em 2007, o então prefeito de Canoas (região metropolitana de Porto Alegre), Marcos Ronchetti (PSDB), pediu à governadora que nomeasse o advogado Gelson Stocker para uma vaga de desembargador. O prefeito disse que ele possuía "altíssima competência" e era fundador do PSDB.
Ronchetti é investigado pela PF por suspeita de fraude de licitações e superfaturamento.
No telefonema, a governadora sinaliza positivamente ao pedido: "Aprendi durante esse ano, viu, Ronchetti, que vou só usar a caneta para nomear quem tenha compromisso com o governo". No dia 16 de janeiro de 2008, Stocker foi nomeado.
Por meio da assessoria, Yeda negou que a escolha tenha a ver com critérios partidários. O desembargador disse que não exerce militância no PSDB há 15 anos e que, desde que foi empossado, não julgou casos envolvendo o governo ou políticos. A reportagem não conseguiu encontrar o prefeito de Canoas ontem.
(Graciliano Rocha, FSP de hoje)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Faleceu Claude Lévi-Strauss: o pai da Antropologia moderna


PARIS, França  (AFP) — Claude Lévi-Strauss foi o fundador da antropologia moderna e pioneiro do estruturalismo, em trabalhos que se tornaram verdadeiros clássicos.
Filósofo de formação, percorreu o mundo para compreendê-lo melhor e estudar seus mitos, trabalhando pela reabilitação do pensamento primitivo, às vezes com um olhar moralista.
"Entre Filosofia e Ciência (...), sua obra é indissociável de uma reflexão sobre nossa sociedade e seu funcionamento. Tem um enfoque ecológico do mundo e dos indivíduos", escreve seu biógrafo, Denis Bertholet.
Em suas mais de 30 obras, entre elas a célebre "Tristes trópicos", Claude Lévi-Strauss propôs uma nova abordagem dos mecanismos socioculturais, aplicando a análise estrutural às Ciências Humanas.
Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 28 de novembro de 1908, de pais judeus franceses. Em sua juventude, militou na SFIO (Seção Francesa da Internacional Operária). Em 1931, obteve o título de catedrático de filosofia.
Nomeado professor na recém-formada Universidade de São Paulo (USP), se transferiu em 1935 para Brasília, onde dirigiu várias missões etnológicas no Mato Grosso e na Amazônia.
Partindo dos indígenas Bororo, Nambikwara e Tupi Kawahib do Brasil, Lévi-Strauss começou sua gigantesca pesquisa sobre a mitologia dos indígenas do continente, subindo de sul a norte, até chegar à Colúmbia britânica.
Contou essa experiência em sua autobiografia intelectual, "Tristes Trópicos" (1955), um dos mais importantes livros do século XX.
"Sempre fui um americanista por causa da impressão indelével provocada em mim pelo Novo Mundo, ao que se acrescenta seu ambiente, que dura ainda, causado por meu contato com uma natureza virgem e (...) Creio que nenhum outro continente precisa de tanta imaginação para ser estudado", afirmou.
De volta à França, foi mobilizado em 1939 para combater na Segunda Guerra Mundial. Mas no ano seguinte foi liberado devido a sua origem judaica. Se refugiou então nos Estados Unidos e ensinou em Nova York. Após a guerra, em 1946, foi nomeado conselheiro cultural da embaixada da França.
Em 1949, obteve o cargo de vice-diretor do Museu do Homem de Paris.
A partir de 1950 ocupou a cátedra de Religiões comparadas dos povos sem escrita da Escola de Altos Estudos de Paris e, em 1959, a de Antropologia Social do Colégio da França.
Foi o primeiro etnólogo eleito membro da Academia Francesa, em 1973.
Entre suas principais obras estão "Estruturas elementares do parentesco" (1949), "Antropologia estrutural" (1958), "Pensamento selvagem" (1962), os quatro tomos da série "Mitológicas" (publicados entre 1964 e 1971) e, como já citado, "Tristes trópicos".
Em "O pensamiento selvagem", editado em 1962, demonstra que não há uma verdadeira diferença entre o pensamento primitivo e o nosso. "Não se trata do pensamento dos selvagens e sim do pensamento selvagem. É uma forma que é atributo de toda a humanidade e que podemos encontrar em nós mesmos, mas preferimos, no geral, buscá-la nas sociedades exóticas", explicou.
É também autor de "Mitológicas", obra da qual o primeiro de seus quatro volumes ("O cru e o cozido") ilustra a oposição entre a natureza e a cultura. Lévi-Strauss sondou profundamente as relações entre cozinha e cultura.
Claude Lévi-Strauss morreu em Paris, onde morava num prédio discreto.
No ano passado, quando completou 100 anos, foi homenageado com uma dia dedicado a sua obra no Museu do Quai Branly, uma exposição na Biblioteca Nacional e a reedição de inúmeros de seus livros.
Pouco preocupado com a posteridade, não escreveu suas memórias, mas se abriu com Didier Eribon em um livro intitulado "De perto e de longe".
"Cada um de seus livros é um manual de pensamento que força a inteligência a abrir-se, e uma espécie de evangelho laico que ajuda a comover-se ante a vida", escreveu sua amiga e especialista em sua obra, a filósofa Catherine Clément.
Em uma das poucas entrevistas que deu nos últimos anos, em 2005, depois de evocar sua "dívida" para com o Brasil, afirmou: "vamos para uma civilização em escala mundial, na qual, provavelmente, aparecerão diferenças, pelo menos é preciso esperar. Estamos num mundo ao qual já não pertenço. O que eu conheci, o que eu amei, tinha 1,5 bilhão de habitantes. O mundo atual tem 6 bilhões de humanos. Já não é mais o meu mundo".
Casado pela terceira vez em 1954, Lévi-Strauss tinha dois filhos.

sábado, 31 de outubro de 2009

Consolidação das ações afirmativas

Foi divulgada recentemente a densidade da procura pelos cursos da UFRGS para o vestibular de 2010. Em que pese o aumento de vagas, diminuiu o números de inscritos totais (confira a tabela), mantendo o o número de candidatos cotistas (negros e ensino público) relativamente estável. O declínio do números de inscritos ocorre há alguns anos, antes mesmo da adoção das ações afirmativas. Provavelmente tem relação com o PROUNI. O aumento relativo de candidatos cotistas reflete a consolidação da política das ações afirmativas na UFRGS e seu reconhecimento pela sociedade.

A mudança do perfil do ingressante é o efeito esperado da medida. Isso justifica a demanda por políticas mais consistentes de assistência estudantil que atendam essa população.
(Este texto foi adaptado rapidamente de outro postado no blog da chapa 1, Totas as Vozes: UFRGS pública e popular em primeiro lugar. Ao longo do feriado tentarei fechar um texto sintetizando o debate que tivemos na universidade em defesa das ações afirmativas. Paralelamente, setores contrários à medida (vinculados a partidos como PP, DEM e PSDB) também buscaram se organizar e continuam disputando espaço dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.)

Ano
Total de inscritos
Vagas
Acesso universal
Cotistas auto-declarados negros
Ensino público
2010
32706
4961
20802
1340
10564
2009
34553
4556
22785
1427
10341
2008
34999
4312
23470
1356
10173

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Yeda vive um dia após o outro

si

Sem qualquer planejamento de suas atividades, sem definir metas de médio (e até mesmo curto) prazo, a governadora do Rio Grande do Sul vai vivendo um dia após o outro. Todo o esforço político do governo tem como objetivo tentar livrar-se das acusações e do mar de lama em que está atolada. Até mesmo projetos como a reestruturação das carreiras do magistério –verdadeira obsessão, ou melhor, razão de ser- acabam prejudicado. Sem visão estratégica, sem planejamento, resta a Yeda comemorar pequenas vitórias de Pirro, como o engavetamento do impeachment.

FOTO:
Daniel Marenco/ZHSecretaria-Geral de Governo, Ana Pellini, e a da Cultura, Mônica Leal choram ao ouvir discurso de Yeda.

Yeda tentará agora recomeçar novamente. Impossível contar (quem sabe nas férias) quantas vezes tentou o “plano infalível”: penteado novo, discurso de vencedora, queixas do machismo, lágrimas, etc, etc. Na quarta-feira, deu mais uma coletiva no Piratini para tentar dar a volta por cima, começar de novo. Novamente tentando emplacar a versão de que a crise passou, disse que “ "Não existe nenhuma prova contra a governadora”, e que “Este é o encerramento de um período muito difícil para nós e para a sociedade”. "Estamos pagando as contas em dia, crescendo e investindo com recursos públicos”, disse, de novo, sem qualquer comprovação empírica. Não faltaram lágrimas dos secretários (foto) e frases sem qualquer sentido (“Nós, mulheres, sabemos o que é ter valentia e precisar dela”). Não faltou, também, um bela mentira: “Vou continuar trabalhando dobrado, com apoio de todo o meu secretariado, que acredita que é possível fazer com que o Rio Grande do Sul chegue aos níveis de desenvolvimento mais elevados, com muita honradez". Mentira: basta consultar a agenda pública de Yeda para saber que ela NUNCA sequer trabalha um dia inteiro. Em geral, suas atividades se restringem à bocas-livres, convescotes e congêneres.

Dia de trabalho dobrado:
Dia da Governadora Yeda Crusius
10h30min - Solenidade de abertura do 7º Congresso Internacional das Rotas de Integração da América do Sul
11h30min - Solenidade de lançamento do Novo Detran Público
A partir das 14h30min - Recebimento de convites




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

II Seminário Universidade e os Movimentos Sociais

PROGRAMAÇÃO:

Quarta-feira (21/10)
Abertura:
Homenagem ao colono Sem-Terra Eltom Brum da Silva

Mesa 1: Conjuntura Política e Criminalização dos Movimentos Sociais

- Cláudia Ávila (Advogada do MST)
- Eliane Martins (MTD)
- Manoel João da Costa – Associação dos Praças de Santa Catarina (APRASC);

Local: Auditório da Faculdade de Economia (Campus Centro)
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Quinta-feira (22/10)
Abertura:
Canciones de lucha (voz e violão)
Mesa 2: As experiências da UFRGS na relação com os Movimentos Sociais

- GARRA (Grupo de Apoio à Reforma Agrária)
- Secretaria de Extensão e Movimentos Sociais do DCE
- Gilmar Godoy Gomes (Núcleo de Economia Alternativa)
- Prof. Odalci José Pustai (Medicina)
- Prof. Paulo Brack (Biologia)

Local: Diretório Central dos Estudantes (Av. João Pessoa, 41)
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Sexta-feira (23/10)

Mesa 3: Experiências e expectativas dos Movimentos na relação com a Universidade

- Movimento Nacional de Luta pela Moradia
- Movimento Hip-Hop
- Movimento dos Pequenos Agricultores
- Movimento dos Trabalhadores Desempregados
- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra

Local: Auditório da Faculdade de Economia (Campus Centro)

A agonia de Yeda


FONTE: blog do Kayser
Fora Yeda! Ella Não pode continuar!
 
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