A Aracruz foi para o saco. Depois de ter estimulado os sonhos entreguistas de boa parte da elite riograndense, a empresa se envolveu em escândalos financeiros (prejuízo de mais de 2 bi) e acabou sendo vendida para a Votorantim por R$ 5,4 bilhões. Em outubro desse ano, a unidade de Guaíba foi vendida para a empresa chilena CMPC por US$ 1,430 bilhão. Onde estão os defensores da empresa, arautos do desenvolvimento econômico trazido pela moderna indústria da celulose?
No auge da sua ofensiva para conquistar corações e mentes dos gaúchos, a Aracruz Celulose organizou três eventos (que lembre foram três) culturais na zona sul de Porto Alegre. Importantes artistas gaúchos participaram de shows a céu aberto, na praça que fica em frente a escola estadual Três de Outubro. Convencido por uma amiga, confesso que certa vez deixei de lado o mau-humor e fui até lá, levar minha filha, aquela coisa.
Um sujeito com pernas de pau representava um personagem chamado "Dr. Eucalipto" distribuia grossas folhas de papel para as crianças desenharem. Ele explicava que cada folha daquelas era feita com a quantidade de celulose necessária para fazer cem folhas de ofício normais. Além disso, a numerosa equipe distribuia mudas de eucalipto e outras árvores para os visitantes.
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