Há meses os trabalhadores alocados no Camelódromo enfrentam problemas com a Prefeitura do candidato José Fogaça. Trata-se de um prédio precário, mal planejado e mal localizado e caro - o aluguel é de R$ 80 por semana, mais R$ 65 de condomínio. Depois de meses de ameaças, a SMIC, comandada por Idenir Cecchim (PMDB), ordenou o despejo dos inadimplentes, em pleno período de compras de natal, no qual os camelôs poderiam tentar recuperar algum prejuízo acumulado.
Idenir deixa claro que a política da prefeitura para o camelódromo na verdade foi uma política da prefeitura para os lojistas, que pressionavam pela higienização do centro de Porto Alegre. Aliás, o próprio site do secretário noticia hoje, com euforia indisfarçável, que "este final de ano será um marco para a população que circula pelo Centro Histórico de Porto Alegre. Será o primeiro natal sem os camelôs na Praça XV e arredores".
À Agência Chasque, o secretário sugeriu que os camelôs procurem outro trabalho: "se com quase 9, 10 meses de Camelódromo não conseguiram ganhar dinheiro para pagar seu aluguel, eles têm direito a outra atividade. Nós, por exemplo, oferecemos esses cursos de qualificação através do FAT e o próprio Sine municipal, que tem muitas vagas para aqueles que queiram ter carteira assinada, ser formalizado em outro setor”.
A ação da Smic provocou protestos de camelôs. Cerca de 300 bancas do Setor B fecharam as lojas por uma hora, nesta segunda-feira (07), contra a interdição. Vicente Carlos, um dos comerciantes, reclama que a Smic não está cumprindo com o que foi acordado. As lojas teriam até o dia 15 de Dezembro para regular a situação. No entanto, a secretaria diz que o prazo foi dado somente aos camelôs do Setor B e não do Setor A, onde estavam as lojas que foram interditadas.
Carlos rebate ainda o secretário Cecchim e diz que o problema dos camelôs, principalmente do Setor B, está na falta de escada e de acesso direto ao prédio. Ele também lamenta que o estacionamento não foi inaugurado, o que poderia melhorar as vendas.
"E aqui no B não tem acesso, não adianta. Não passa ninguém. Isso aqui nasceu morto e vai morrer morto. E dizem que tem movimento, não movimento nada. A gente abriu aqui só pra gastar mesmo, porque não foi vendido nada", contesta.
Mais ações da Smic podem acontecer nos próximos dias.
Com informações da Agência Chasque.
Opressor ou oprimido? De que lado você samba?
4 horas atrás



0 comentários:
Postar um comentário