O isolamento de Marina Silva se deve, sobretudo aos seus compromissos. Alguns políticos, outros financeiros, com àqueles que patrocinarão a sua campanha. Foram esses compromissos que a imobilizaram politicamente, dificultando movimentos à esquerda, como esperava o PSOL. Quando Marina saiu do PT, fez o que todo candidato faz: tentou convencer a sociedade que era melhor apoiá-la do que enfrentá-la. Setores da elite gostaram, pois acharam que teriam uma candidatura anti-PT, politicamente correta e moralista. O "fenômeno Marina" agradaria, nesses termos, os neomacartistas.
Mas Marina descarta ser anti-PT e/ou anti-tucana. Desapontou a todos ficando em cima do muro e se afastou da maior parte do eleitorado brasileiro, sobretudo daquela que poderia aderir a suas pautas "pós-materiais". Sua imagem e discurso não implacou. Segundo a pesquisa CNI/IBOPE divulgada dia 7 de dezembro, a intenção de voto na candidata, mesmo dentro da margem de erro, caiu. Mesmo desconhecida da maioria da população( 5% dizem conhecê-la bem, 16% mais ou menos), segundo dados da pesquisa, amarga altos índices de rejeição (40% responderam que não votariam de jeito nenhum na candidata).
Da maneira como as coisas andam, talvez sua candidatura agregue algum valor a meia dúzia de empresas em busca de valor agregado e lemas como "sustentabilidade" e coisas do gênero.
Marina foi lançada, mas teve voo curto. Seu aviãozinho já começa a pousar. Confira abaixo matéria de Tales de Faria, para o Ultimo Segundo, sobre a resolução do PSOL que aprova o debate sobre candidatura própria e impoe condições que Marina não poderá aceitar. Mas a tentiada é livre, como se diz.
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O Psol aprovou neste final de semana uma resolução a qual ninguém deu atenção, mas que mexe no jogo da sucessão presidencial. O texto, elaborado por pressão do grupo ligado à da ex-senadora Heloísa Helena (AL), que concorreu a presidente da República em 2006, praticamente inviabiliza o acordo com o PV em torno da candidatura presidencial da senadora Marina Silva.
A resolução admite "prosseguir nas discussões com o PV a respeito de um possível acordo eleitoral para a apresentação em conjunto da candidatura de Marina Silva". Mas, de saída, impõe uma condição difícil de ser cumprida por várias alas do PV: ter "como norte orientador e definidor deste debate o programa e a posição em relação aos governos PT e PSDB", dentro de uma linha de "oposição programática de esquerda ao governo Lula, PSDB, DEM e ao neoliberalismo".
Boa parte do PV, liderada pelo deputado Sarney Filho, defende o apoio ao governo Lula. A própria Marina já disse que sua candidatura não pode ser vista como oposição ao governo. A turma que sobra no partido é a ala liderada pelo deputado Fernando Gabeira, que gostaria de ter o apoio do PSDB e do DEM, no Rio, à sua candidatura para governador ou para o Senado. Em suma: há muito pouca gente no PV que aceitaria a proposta do Psol de "oposição programática de esquerda" a Lula, PSDB e DEM.
Para dificultar ainda mais a aliança com Marina Silva a resolução determina ainda que os militantes devem "iniciar imediatamente o processo de avaliações e debates acerca do lançamento de uma candidatura própria com maior capacidade de unificar o partido" e aproximarem-se de setores sociais que não morrem de amores pelo PV, "como o MST, entidades sindicais e populares e partidos políticos que compuseram o arco de alianças da nossa candidatura em 2006 – PSTU e PCB".
Heloísa não trabalhou pela resolução visando sua candidatura à Presidência. Foi só para dificultar a aliança com o PV, pois ela própria já está decidida por concorrer ao Senado. Plínio de Arruda Sampaio (SP) é visto como o possível candidato do partido ao Palácio do Planalto, ou um outro nome mais ligado à ex-senadora.
O ex-deputado Milton Temer, que foi candidato a governador do Rio pelo PSol e é considerado um dos aliados de Heloísa Helena no partido, festejou a decisão: "esta resolução é um passo importantíssimo para o lançamento da candidatura própria. Se Marina aceitasse seus termos, se filiaria ao Psol, não ao PV, que é um partido à direita do PT e até do PSDB. Aqui no Rio, por exemplo, o Fernando Gabeira defende a ocupação do Haiti pelo Brasil, coisa que condenamos explicitamente na resolução."
Mas Marina descarta ser anti-PT e/ou anti-tucana. Desapontou a todos ficando em cima do muro e se afastou da maior parte do eleitorado brasileiro, sobretudo daquela que poderia aderir a suas pautas "pós-materiais". Sua imagem e discurso não implacou. Segundo a pesquisa CNI/IBOPE divulgada dia 7 de dezembro, a intenção de voto na candidata, mesmo dentro da margem de erro, caiu. Mesmo desconhecida da maioria da população( 5% dizem conhecê-la bem, 16% mais ou menos), segundo dados da pesquisa, amarga altos índices de rejeição (40% responderam que não votariam de jeito nenhum na candidata).
Da maneira como as coisas andam, talvez sua candidatura agregue algum valor a meia dúzia de empresas em busca de valor agregado e lemas como "sustentabilidade" e coisas do gênero.
Marina foi lançada, mas teve voo curto. Seu aviãozinho já começa a pousar. Confira abaixo matéria de Tales de Faria, para o Ultimo Segundo, sobre a resolução do PSOL que aprova o debate sobre candidatura própria e impoe condições que Marina não poderá aceitar. Mas a tentiada é livre, como se diz.
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O Psol aprovou neste final de semana uma resolução a qual ninguém deu atenção, mas que mexe no jogo da sucessão presidencial. O texto, elaborado por pressão do grupo ligado à da ex-senadora Heloísa Helena (AL), que concorreu a presidente da República em 2006, praticamente inviabiliza o acordo com o PV em torno da candidatura presidencial da senadora Marina Silva.
A resolução admite "prosseguir nas discussões com o PV a respeito de um possível acordo eleitoral para a apresentação em conjunto da candidatura de Marina Silva". Mas, de saída, impõe uma condição difícil de ser cumprida por várias alas do PV: ter "como norte orientador e definidor deste debate o programa e a posição em relação aos governos PT e PSDB", dentro de uma linha de "oposição programática de esquerda ao governo Lula, PSDB, DEM e ao neoliberalismo".
Boa parte do PV, liderada pelo deputado Sarney Filho, defende o apoio ao governo Lula. A própria Marina já disse que sua candidatura não pode ser vista como oposição ao governo. A turma que sobra no partido é a ala liderada pelo deputado Fernando Gabeira, que gostaria de ter o apoio do PSDB e do DEM, no Rio, à sua candidatura para governador ou para o Senado. Em suma: há muito pouca gente no PV que aceitaria a proposta do Psol de "oposição programática de esquerda" a Lula, PSDB e DEM.
Para dificultar ainda mais a aliança com Marina Silva a resolução determina ainda que os militantes devem "iniciar imediatamente o processo de avaliações e debates acerca do lançamento de uma candidatura própria com maior capacidade de unificar o partido" e aproximarem-se de setores sociais que não morrem de amores pelo PV, "como o MST, entidades sindicais e populares e partidos políticos que compuseram o arco de alianças da nossa candidatura em 2006 – PSTU e PCB".
Heloísa não trabalhou pela resolução visando sua candidatura à Presidência. Foi só para dificultar a aliança com o PV, pois ela própria já está decidida por concorrer ao Senado. Plínio de Arruda Sampaio (SP) é visto como o possível candidato do partido ao Palácio do Planalto, ou um outro nome mais ligado à ex-senadora.
O ex-deputado Milton Temer, que foi candidato a governador do Rio pelo PSol e é considerado um dos aliados de Heloísa Helena no partido, festejou a decisão: "esta resolução é um passo importantíssimo para o lançamento da candidatura própria. Se Marina aceitasse seus termos, se filiaria ao Psol, não ao PV, que é um partido à direita do PT e até do PSDB. Aqui no Rio, por exemplo, o Fernando Gabeira defende a ocupação do Haiti pelo Brasil, coisa que condenamos explicitamente na resolução."




HAHAUHAUAHAUHAUAH SÓ O PSOL MESMO PARA CAIR NO CONTO DA MARINA. MARINA VEM DA AMAZÔNIA, E TEM O BICO COMPRIDO COMO O DOS TUCANOS.
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